INDICE DA EXCELÊNCIA: REMUNERAÇÃO “INJUSTA” CONDICIONA SATISFAÇÃO DOS COLABORADORES

As respostas obtidas no desenvolvimento do estudo “Índice da Excelência 2017” traçam um quadro da relação entre organizações e colaboradores e permitem medir o seu nível e fatores de satisfação. A perceção do carácter injusto da remuneração recebida surge como a questão que maior insatisfação causa entre os colaboradores que participaram na iniciativa.

 

Lisboa, 21 de fevereiro de 2018 – Foram ontem conhecidos os vencedores da segunda edição do “Índice da Excelência”, estudo de clima organizacional e desenvolvimento do capital humano organizado pela Neves de Almeida | HR Consulting, em parceria com a Human Resources Portugal, a Executive Digest e o INDEG-ISCTE. As respostas de aproximadamente 30.000 colaboradores que participaram na iniciativa, oriundos de cerca de 200 empresas, permitem

traçar um quadro compreensivo do nível de satisfação e dos fatores decisivos na relação entre as organizações e os seus profissionais. A perceção do valor do salário recebido como injusto face ao esforço e competências individuais e à realidade global da organização surge como o principal fator de insatisfação identificado.

Plateia_IE2017As três respostas endereçadas aos colaboradores que obtiveram uma menor classificação global encontram-se diretamente relacionadas com a ideia do carácter injusto e desadequado da remuneração recebida: “O meu salário está adequado ao meu desempenho real” (49,1%), “Atendendo aquilo que outras pessoas na minha organização recebem, a minha remuneração global é justa” (50,3%) e “Considerando as minhas competências e o meu esforço, a minha remuneração global é justa” (51%).

Segundo Pedro Rocha e Silva, Partner da Neves de Almeida | HR Consulting, “verifica-se um certo descontentamento ou preocupação com a questão da remuneração, particularmente com o modo como está é pesada face à mais-valia que o colaborador traz à sua organização e como se equipara com a de outros colegas no mesmo contexto. Se, por um lado, os colaboradores reconhecem à organização uma elevada orientação para o cliente, a capacidade para procurar novos desafios ou a evidência de respeito para com o trabalho desenvolvido, a questão salarial, obviamente relacionada com o seu impacto noutros aspetos da vida do profissional, surge com algum peso nesta avaliação da sua relação com a empresa. Mas esta é uma análise que faz parte de uma realidade mais abrangente relativamente a dimensões e tipologias de organizações, sendo notório como em empresas de menor dimensão ou de âmbito tecnológico a satisfação, porventura relacionada com um carácter reforçado de dinamismo ou proximidade, se faz mais sentir.”

O estudo possibilita ainda apontar um perfil de satisfação de colaboradores, definido pela posição ocupada na organização, pela idade e pelo sexo. Os colaboradores mais satisfeitos são do sexo masculino, com idade até 25 anos, com funções de chefia e com menos de 2 anos de antiguidade na empresa; os colaboradores menos satisfeitos são do sexo feminino, com idade entre 41 a 45 anos, com funções de não chefia, que permanecem por períodos entre 11 e 16 anos na empresa.

Atendendo às categorias das empresas participantes no estudo, os resultados mais elevados nas quatro dimensões avaliadas – Excelência da Dinâmica Organizacional, Excelência dos Processos, Excelência do Clima e Excelência da Gestão de Recursos Humanos – são registados na categoria de Pequenas Empresas, sendo esta a única categoria de empresas por dimensão em que todos os resultados sobem comparativamente à edição do ano anterior e que domina o nível de Excelência Global (74,2%, um aumento de 2 pontos percentuais face à primeira edição deste estudo). Quando nos debruçamos sobre os nove macro setores de atividade incluídos na iniciativa é a Tecnologia, Media e Telecomunicações que conquista maior expressão, conquistando todas as dimensões de avaliação; por oposição, é no Setor Público que se encontram os valores mais reduzidos em todas estas dimensões de análise.

As organizações participantes no Índice da Excelência têm acesso a um conjunto de resultados que lhes permitirão conhecer quais as áreas de maior e menor satisfação e compará-las com o mercado, percebendo, não só, onde se destacam pela positiva – o seu Fator X – mas também, em que áreas estão abaixo da média. Os rankings definidos tiveram em consideração a dimensão das organizações participantes (Pequenas, Médias, Grandes e Grandes>1000), bem como o seu posicionamento em diferentes setores de atividade.

 

Indicadores adicionais:

  • 26% dos colaboradores considera que a comunicação entre diferentes áreas da empresa não é eficaz.
  • 35% dos colaboradores afirma que o número de colaboradores não é suficiente para o volume de trabalho que têm.
  • O salário de 46% dos colaboradores não está adequado ao seu desempenho real.
  • 68% dos colaboradores considera que existe igualdade de oportunidades para homens e mulheres na
  • sua empresa.
  • 75% dos colaboradores considera que a sua empresa cria novos desafios e procura oportunidades de negócio.
  • 79% dos colaboradores tem boas relações com as suas chefias.
  • Cerca de 80% dos colaboradores sabe que, se realmente precisar, a sua chefia tomará a iniciativa de ajudar.
  • Para 84% dos colaboradores, as empresas procuram assegurar a total satisfação dos seus clientes.
  • 95% dos colaboradores sente-se competente e capaz de fazer as coisas que considera mais importantes para si.

 

Os Vencedores da 2ª edição do estudo “Índice da Excelência”:

Grandes Empresas>1000

  • Vencedor Grandes Empresas>1000: Vila Galé

Grandes Empresas (mais de 251 colaboradores)

  • 1º Lugar Grandes Empresas: Conduril
  • 2º Lugar Grandes Empresas: BOLD International
  • 3º Lugar Grandes Empresas: Manvia
  • 4º Lugar Grandes Empresas: agap2IT
  • 5º Lugar Grandes Empresas: Vila Galé

Médias Empresas (entre 51 e 250 colaboradores)

  • 1º Lugar Médias Empresas: Edge
  • 2º Lugar Médias Empresas: UNICOMBI
  • 3º Lugar Médias Empresas: e.Near
  • 4º Lugar Médias Empresas: VORTAL
  • 5º Lugar Médias Empresas: Montepio Crédito

Pequenas Empresas (entre 11 e 50 colaboradores)

  • 1º Lugar Pequenas Empresas: Connect Services
  • 2º Lugar Pequenas Empresas: Ganhar (RE/MAX) – Serviços Centrais
  • 3º Lugar Pequenas Empresas: Driven
  • 4º Lugar Pequenas Empresas: Bresimar Automação
  • 5º Lugar Pequenas Empresas: Bernardo da Costa

 

Sobre o índice da Excelência:

O Índice da Excelência 2016 é um estudo de clima organizacional e desenvolvimento do capital humano desenvolvido pela Neves de Almeida | HR Consulting em parceria com a Human Resources Portugal e o INDEG-ISCTE. Trata-se da 1ª edição deste trabalho, através do qual se analisa o estado de arte das práticas de recursos humanos em Portugal e se premeiam as entidades que mais investem e apostam nesta área. Informações adicionais em www.indicedaexcelencia.com.

Sobre a Neves de Almeida HR Consulting:

A Neves de Almeida | HR Consulting surge em 1991 com uma equipa de profissionais apaixonados pelas dinâmicas dos Recursos Humanos. Movida pela ambição de desenvolver equipas e de ajudar organizações a atingir objetivos, tem, ao longo de 25 anos, trabalhado para a diversificação e sofisticação da oferta, inovando na abordagem, sempre numa perspetiva de crescimento com o Cliente. Apenas o conhecimento aprofundado do negócio, da cultura e do ADN das organizações, assim como a experiência de 25 anos de história, podem responder aos desafios do próximo quarto de século. A sua oferta atual incide em cinco áreas de intervenção, Consulting, Search, Training, Assessment e Team Building. Informações adicionais em www.nevesdealmeida.pt.