REVISORES SÃO CHAMADOS A ESCOLHER O PRÓXIMO BASTONÁRIO

Os Revisores preparam-se para eleger os próximos membros dos Órgãos Sociais da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. O programa da lista única a concurso, presidida por José Rodrigues de Jesus, centra-se na integração do contributo transversal dos profissionais do setor, no sentido de responder a exigências acrescidas de confiança identificadas no mercado e anseios no interior da atividade de Auditoria.

 

Logo_OROCLisboa, 21 de novembro de 2017 – Os Revisores Oficiais de Contas (ROC) preparam-se para eleger o seu novo Bastonário para o triénio 2018-2020, numa eleição à qual concorre uma lista única encabeçada por José Rodrigues de Jesus, candidato a Bastonário e atual Vice-Presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC), e Óscar Figueiredo, candidato a Vice-Presidente do Conselho Diretivo da OROC e presentemente Vogal do Conselho Diretivo da Ordem. A lista apresenta-se numa proposta de continuidade do trabalho que tem vindo a ser realizado pela atual Direção, a par de uma análise das circunstâncias agora prevalecentes no quadro da profissão da Auditoria.

A Assembleia Geral Eleitoral da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas vai ter lugar no dia 29 de novembro de 2017, com as secções de voto a funcionarem ininterruptamente das 9h00 às 21h00 horas na sede da OROC, em Lisboa, e nos Serviços Regionais do Norte da OROC, no Porto. O processo eleitoral abrange um universo de 1430 revisores oficiais de contas.

Para José Rodrigues de Jesus e Óscar Figueiredo, candidatos a Bastonário e Vice-Presidente do Conselho Diretivo da OROC, respetivamente, “não se afigura fácil o cumprimento das tarefas identificadas para este triénio, nem para a Ordem, nem para cada um dos seus membros. Os integrantes desta lista assumem o comungar de um esforço comum no sentido de assegurar o sucesso deste projeto nos seus distintos cambiantes. Estamos seguros que apenas com esta estreita colaboração de todos os envolvidos, com os seus conselhos, sugestões, opiniões, partilha de sucessos e dificuldades e ajuda na formação conjunta de um programa coeso e que responda às ansiedades da profissão poderemos desejar alcançar um patamar aceitável de realização”.

À experiência dos membros em exercício em órgãos da OROC aliam-se revisores de inscrição recente na profissão, que pela primeira vez têm a oportunidade de intervir diretamente, numa lógica de intensa colaboração. Neste sentido, o programa apresentado é descrito como não correspondendo à visão única de um grupo restrito de promotores, resultando da exigência sentida entre a generalidade dos profissionais no mercado.

No programa apresentado pela lista a concurso neste processo eleitoral para os Órgãos Sociais da OROC destacam-se linhas orientadoras de colaboração com todas as Instituições, e especialmente com os reguladores e supervisores, na estruturação de um sistema de informação pautado pelas melhores práticas internacionais; desenvolvimento das tarefas que proporcionem o mais relevante reconhecimento social e económico da profissão; continuada melhoria do controlo de qualidade da prestação de serviços como garante de maior credibilidade; intensificação da formação de modo a que sejam absorvidas as dimensões normativas, técnicas e deontológicas da atividade dos revisores, incorporando a acelerada evolução tecnológica; enfatização do acesso à profissão como condição da sua subsistência; melhoramento da organização da Ordem, tanto nos aspetos internos como nos instrumentos de relacionamento com os Colegas e com as Instituições; revisão da estrutura de apoio da Ordem aos ROC considerando as maiores exigências que surgem no seu quotidiano.

 

 

Nota Biográfica José Rodrigues de Jesus
José Rodrigues de Jesus é licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto e Revisor Oficial de Contas.
Exerceu funções na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, entre 1968 e 2005, tendo terminado a carreira universitária como professor auxiliar convidado, a lecionar diversas cadeiras em vários cursos de pós-graduação.
Desde 1974 tem realizado atividade de consulta e apoio em diversas empresas de diferentes ramos de atividade económica, nos domínios financeiro, contabilístico e fiscal e efetuado estudos diversos, com incidência na área do investimento, da recuperação e liquidação, judicial e extrajudicial, de empresas e da avaliação de sociedade e de instituições, fora do exercício da revisão legal de contas.
Na qualidade de Revisor Oficial de Contas tem exercido funções em Órgãos de Fiscalização em várias entidades de diversos ramos da atividade económica.
O seu empenho profissional é visível pela sua presença em inúmeras comissões, entre as quais a Comissão de Normalização Contabilística, a Comissão de Auditoria do Banco Europeu de Investimento e a Comissão de Acompanhamento das Reprivatizações.
É atualmente Vice-Presidente do Conselho Diretivo e Diretor dos Serviços Regionais do Norte da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, onde já exerceu funções no Conselho Superior e no Conselho Disciplinar, e em várias Comissões Técnicas.
 É ainda membro da Ordem dos Contabilistas Certificados, onde integra o Gabinete de Estudos, e da Ordem dos Economistas, sendo Vice-Presidente da Assembleia Representativa, e está inscrito na APAF – Associação Portuguesa de Analistas Financeiros e na Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, instituições onde é Presidente do Conselho Fiscal.
Nota Biográfica Óscar Manuel Machado de Figueiredo
É Revisor Oficial de Contas desde 1989, estando inscrito na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC) e na Ordem dos Contabilistas Certificados.
É Vogal do Conselho Diretivo da OROC desde janeiro de 2009 e representa a OROC juntos dos organismos profissionais internacionais congéneres.
Exerce atualmente funções em alguns Conselhos Fiscais de sociedades e outras entidades.
Foi Vice-Presidente da Comissão de Normalização Contabilística (entre abril de 2013 e novembro de 2017) e Coordenador do Comité de Normalização Contabilística Pública que elaborou o Sistema de Normalização Contabilística para as Administrações Públicas (SNC-AP).
Iniciou a atividade profissional em auditoria em janeiro de 1979 na Ernst & Young, tendo liderado o Departamento de Auditoria em Portugal e sido Presidente do Conselho de Administração desta SROC entre 2002 e 2006. Neste período, foi responsável pela gestão de uma carteira de clientes de auditoria dos mais variados setores de atividade nacionais e internacionais, e membro dos órgãos de fiscalização de um conjunto variado de sociedades.
Desde 2006 tem participado em vários projetos de consultoria relativos à implementação de Normas Internacionais de Contabilidade e Normas Internacionais de Auditoria em Portugal e nos PALOP (Angola, Moçambique e Cabo Verde), incluindo a participação como formador (desde 2008 até ao presente). Em Moçambique participou no projeto de reforma das finanças públicas na vertente ligada ao estudo para implementação das IPSAS (2013).
É diplomado em Contabilidade e Administração pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra e Curso Avançado de Gestão da Escola de Pós-Graduação em Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa.