ROC SÃO GARANTIA DE CONFIANÇA E CREDIBILIDADE

José Rodrigues de Jesus tomou hoje posse como novo Bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC) para o triénio 2018-2020. O Ministro das Finanças apontou o papel relevante dos Revisores enquanto garantia de confiança nas economias e credibilidade das empresas.

Lisboa, 05 de janeiro de 2018 – É no reforço da confiança no mercado e no contributo para o interesse público que se situa a missão dos Revisores Oficiais de Contas (ROC). Esta foi a mensagem central às intervenções realizadas no decorrer da cerimónia de Tomada de Posse dos novos Órgãos Sociais da OROC para o triénio 2018-2020. A cerimónia, que teve hoje lugar em Lisboa, contou com a presença do Ministro das Finanças, Mário Centeno.

No seu discurso, o Ministro das Finanças sublinhou o “papel muito relevante” que a profissão de Revisor Oficial de Contas continuará a desempenhar em termos económicos e sociais, não sendo possível imaginar o funcionamento da Economia “sem a existência de uma classe profissional que assegure a atividade de auditoria financeira”. Admitindo que, em Portugal, “a severidade da crise financeira abalou a confiança dos mercados”, a atuação dos Revisores “tem sido essencial para o reforço da confiança nas economias e para o reforço da credibilidade das empresas”, sendo estes “elementos indispensáveis ao crescimento económico, ao investimento e ao desenvolvimento dos mercados de instrumentos financeiros”.

Jose_Rodrigues_de_JesusO contributo da atividade do ROC para o interesse público é partilhado por José Rodrigues de Jesus, novo Bastonário da OROC, que define um quadro de “hipersensibilidade dos mercados, sofisticação de práticas negociais, desmaterialização e digitalização, inovação tecnológica de processos e novas matrizes da gestão moderna” que exige “profissionais superiormente qualificados e com conhecimentos em permanente atualização, suportados por normas e arquétipos irrepreensíveis” na prossecução do “caminho de utilidade social da profissão”. Sendo “a credibilidade da informação financeira um bem social de necessidade inquestionável“, a OROC mostra-se empenhada em investir na melhoria da prática de Auditoria, partilhando “este esforço com todos os agentes com responsabilidades na qualidade da informação financeira”.

A intervenção definida para a OROC para o triénio que agora se inicia integra quatro eixos de carácter complementar: a promoção de um diálogo aberto e colaborativo com entidades públicas e autoridades de regulação e de supervisão, tendente a melhorar a sua posição de parceiro num mercado transparente; o desenvolvimento de mecanismos que proporcionem melhor reconhecimento social e económico da profissão de forma a atrair mais jovens, com acrescidas e melhores competências; a manutenção de um quadro de aperfeiçoamento constante da qualidade dos serviços prestados, como garante de credibilidade junto das empresas, entidades públicas, reguladores e outros tendo em vista o interesse público; e a intensificação da formação dos profissionais, de modo a que sejam absorvidas as dimensões normativas, técnicas e deontológicas da atividade e incorporada a acelerada evolução tecnológica.