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Out 24, 2014

Sabe construir uma história relevante?

Confrontadas com situação económica difícil, que em Portugal se fez sentir de forma particularmente evidente, a reação imediata das marcas foi de precaução. A redução de custos para “sobreviver” à crise e a expetativa face ao futuro tornaram-se as duas mais importantes forças a orientar a atuação da generalidade das empresas.

Esta tentativa de precaução, por muito natural que pareça, significou também que a comunicação passou para um segundo plano. “Primeiro sobrevivemos, falamos sobre isso depois”, era a frase repetida vezes sem conta.

Conseguir transmitir a mensagem que a precaução no momento de investir não é indissociável de comunicar eficazmente e batalhar por notoriedade acrescida tem sido o desafio dos últimos anos. Mais do que gastar dinheiro e esperar que tal seja suficiente para ser notado, há que investir em ferramentas de comunicação com inteligência.

Aqui torna-se essencial algo que muitos Marketers não conseguiram ainda perceber: podemos investir em publicidade, eventos e campanhas de relações públicas, mas a mensagem essencial só vai chegar ao consumidor/cliente se for relevante. Por muito que consideremos o que temos para dizer importante, são os públicos que ditam se o assunto é suficiente sexy para ser notado ou relevante para que o mercado o assimile.

Nunca como hoje a capacidade de contar uma boa história teve um papel tão determinante, onde apenas as organizações mais dinâmicas estão numa posição favorável para dominar a sua narrativa. Muitas vezes uma narrativa bem delineada pode transformar ameaças em oportunidades e o fracasso num inesperado sucesso.

Quando “crise”, “retoma” e “empreendedorismo” são as palavras mais vezes repetidas na comunicação social, as histórias de persistência e de sucesso ganham contornos mais expressivos. Pode considerar a sua história banal, mas não menospreze a possibilidade de a tornar num relato de engenho e capacidade de gestão.

Não se esqueça que as pessoas compram histórias e que somos todos storytellers. Precisa apenas de encontrar quem o ajude a vender a sua história. O principal esforço deve fazer-se agora.

Artigo originalmente publicado por Marta Gonçalves na coluna de opinião mensal na Buzzmedia.

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