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Nov 10, 2022

Mazars desmistifica mitos sobre progressão feminina

Relatório ‘Mitos e barreiras que bloqueiam a progressão das mulheres’ analisa e desmistifica oito mitos em contexto laboral. Entre estes estão a falta de ambição e a aversão ao risco entre as mulheres, a questão da maternidade ou das quotas e meritocracia.  Estudo da Mazars e Gender Balance Observatory identifica também as soluções para uma mudança bem-sucedida e coincide com o lançamento de uma ferramenta de autoavaliação sobre estratégias de diversidade para CEO e executivos de topo.

Mazars e King's College

10 de novembro de 2022, Lisboa: A Mazars, empresa internacional de auditoria, fiscalidade e consultoria, e o Gender Balance Observatory uniram-se para abordar os estereótipos e preconceitos que persistem como obstáculos ao aumento da diversidade de género nas organizações e sugerir propostas sobre como estes podem ser resolvidos.

O relatório ‘Mitos e barreiras que bloqueiam a progressão das mulheres’ apresenta um conjunto de mitos desmistificados por especialistas e líderes em igualdade de género, bem como uma nova ferramenta desenvolvida  para ajudar os CEO a avaliar rapidamente os programas de diversidade nas suas organizações e entender se implementaram as medidas certas para acelerar a igualdade de género.

Embora não existam soluções únicas – cada empresa tem uma cultura corporativa própria que exige uma série de soluções direcionadas – todas as empresas compartilham a necessidade de ajustar ou compensar um campo de atuação social e profissional desigual para as mulheres, sustentado por mitos socioeconómicos, assim como por preconceitos culturais e inconscientes.

Para Patrícia Cardoso, Partner da Mazars em Portugal, “são já amplamente conhecidos os benefícios para as organizações da diversidade de género na liderança. Afinal o que podemos fazer para ultrapassar os mitos e preconceitos que bloqueiam o progresso das mulheres e que continuam a persistir na Sociedade? Esta deve ser uma preocupação de todos e não apenas das mulheres. A Mazars pretende com esta iniciativa munir as organizações de ferramentas de diagnóstico e acelerar a igualdade de géneros. A construção do futuro deve assentar em modelos de igualdade.”

Gerir a diversidade: uma ferramenta de autoavaliação para a administração de topo

Porque a gestão da diversidade e inclusão se tornou numa competência essencial para os gestores, a Mazars e o Gender Balance Observatory desenvolveram uma ferramenta de autoavaliação para CEO. Esta checklist de verificação concreta, educativa e prática permite que os CEO avaliem rapidamente a relevância dos seus programas de diversidade de género, com base nas seis medidas para acelerar a diversidade de género publicadas pelo Observatório.

Os mitos acerca da diversidade nas organizações

São no total oito os mitos identificados pelos especialistas consultados pela Mazars e o Gender Balance Observatory nesta iniciativa: i. “As mulheres não têm ou têm menos ambição”; ii. “A maternidade não é compatível com uma posição de liderança”; iii. “A mulher invisível” ou “Não encontramos candidatas competentes no pool de talentos”; iv. “As mulheres são relutantes ao risco”; v. “O trabalho a tempo parcial não é compatível com funções de liderança”; vi. “As desigualdades de género são encontradas principalmente no topo da escada corporativa”; vii. “Existem empregos masculinos”; viii. “As quotas não são baseadas no mérito e são injustas para os homens, e aumentam o risco de empurrar mulheres incompetentes para posições-chave”.

“Dado o ritmo lento da mudança, queríamos entender os mitos persistentes que podem estar a reduzir os esforços das empresas para promover a diversidade de género”, explica Cécile Kossoff, Líder Global de Diversidade e Inclusão do Grupo Mazars.

Hervé Hélias, CEO e Presidente do Grupo Mazars, afirma: “Para além da igualdade e da justiça, esta é uma preocupação empresarial. Já não é possível operar numa redoma masculina. A diversidade é uma fonte de abertura e melhor desempenho – permite trocas, novas visões e decisões menos tendenciosas. Hoje, tornou-se uma questão de gestão geral, que deve ser tratada ao mais alto nível.”

Mais legislação é o caminho a seguir?

Ao avaliar a evolução da diversidade a nível global, constata-se que muito já foi cumprido. No entanto, apesar do progresso alcançado, verifica-se ser ainda necessário um longo caminho. Em 2019, apenas 20% dos membros dos Boards em todo o mundo eram mulheres.

A nível nacional, países como França vieram provar o poder da legislação. Destacando-se como o país mais avançado nesse domínio, a França, sob o impulso da lei Copé-Zimmermann, conta 46% de mulheres em Conselhos de Administração desde 2021.

“As melhorias foram maiores em países que impuseram quotas obrigatórias, incluindo França, Itália, Alemanha e Bélgica. Mas, juntamente com a legislação, a pandemia veio demonstrar que muitos estereótipos e preconceitos ainda persistem no local de trabalho, o que cria barreiras para que as mulheres cheguem ao nível executivo”, comenta Marie-Christine Maheas, Coordenadora do Gender Balance Observatory, Líder do Mazars Center for D&I e Advisor dos CEO e comités executivos sobre o tema.

“Segundo a ONU, o PIB mundial poderia aumentar em 26% ao reduzir as lacunas entre mulheres e homens no mercado de trabalho: é urgente encontrar soluções concretas! Para iniciar esta jornada, é importante definir objetivos de igualdade de género precisos e ambiciosos a todos os níveis, de modo a orientar as organizações internamente sobre o assunto”, acrescenta Caroline de La Marnierre, Co-coordenadora do Gender Balance Observatory.

“Quebrar essas barreiras exigirá uma mudança internacional na ideologia e na forma como a diversidade e a inclusão são abordadas – o foco deve ser menos no reforço das competências de liderança feminina e mais nas mudanças sistémicas no ambiente de trabalho e nas práticas de negócios”, conclui a Líder Global de Diversidade e Inclusão do Grupo Mazars, Cécile Kossoff.

 

 

Sobre a Mazars

A Mazars é um partnership integrado internacional, especializado em auditoria, contabilidade, consultoria, fiscalidade e serviços jurídicos*. Operando em mais de 90 países e territórios em todo o mundo, recorremos à expertise de mais de 44.000 profissionais – 28.000+ no partnership integrado da Mazars e 16.000+ via a Mazars North America Alliance – para apoiar clientes de todas as dimensões em todas as etapas do seu desenvolvimento.

*quando permitido pela legislação local.

Sobre o Gender Balance Observatory 

Com o apoio do Institute for Responsible Capitalism, o patrocínio de Michel Landel, conselheiro independente e ex-CEO da Sodexo, e codirigido por Caroline de La Marnierre e Marie-Christine Mahéas, o Gender Balance Observatory é um think tank que reúne empresas ativas no campo da igualdade de género, bem como especialistas reconhecidos na área.

O seu principal objetivo é fazer progressos rápidos e sustentáveis ​​no equilíbrio de género dentro das organizações, produzindo recomendações concretas para decisores, empresas e instituições.

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