Boyden aponta desafios e prioridades às administrações

A Boyden aponta os desafios decorrentes das pressões crescentes que se apresentam aos Conselhos de Administração, motivados por crises de elevada exposição, normas regulatórias e o escrutínio realizado pelos meios de comunicação social e acionistas. A organização líder em Portugal em Executive Search explora ainda as questões e preocupações na relação entre Conselhos de Administração e CEO.

Lisboa, 29 de novembro de 2018 – O relatório Executive Monitor divulgado pela Boyden Global Executive Search revela que as pressões a que os Conselhos de Administração estão expostos nos dias de hoje constituem um problema para o sucesso das organizações. O relatório explora também mudanças recentes no panorama empresarial, como o relacionamento entre CEO e a Direção, a regulamentação, a digitalização e os desafios que as organizações enfrentam para atrair talento executivo.

Quais são os desafios e áreas de oportunidade neste cenário em mudança? Quais são as implicações para os CEO e os Conselhos de Administração atuais? Qual é o estado da regulação e quais os seus impactos? Como podem os Conselhos de Administração prosperar nestas circunstâncias? Essas questões surgem à medida que empresas, CEO e Boards trabalham em conjunto para navegar no atual ambiente corporativo e assegurar o sucesso.

Existe um consenso alargado que a consolidação de um Conselho de Administração forte é essencial para o desempenho e o sucesso a longo prazo de uma empresa. Uma Direção efetiva contribui para responder a questões de definição de estratégia, supervisão de desempenho, conformidade legal e padrões éticos. Uma orientação efetiva a este nível permite que as empresas beneficiem de um desempenho financeiro mais sólido, da facilidade na atração e retenção de talento e, potencialmente, de uma estratégia mais segura para alcançar a liderança no seu setor.

No entanto, entre crises e escândalos de elevado perfil mediático, imposições regulatórias, exigências de investidores e ativistas e o constante escrutínio da comunicação social, o objetivo de montar uma Direção forte talvez nunca tenha sido mais elusivo. O Board enfrenta pressões elevadas, complicando o seu papel e dificultando o caminho a empreender.

O relatório destaca ainda as principais preocupações dos Conselhos de Administração na sua relação com o CEO, a sua procura de autonomia, as consequências de um relacionamento negativo, situações de sobrecarga de gestão e falta de supervisão e a tentativa de enquadrar diversas perspetivas para a criação de soluções inovadoras.

Para Fernando Neves de Almeida, Managing Partner da Boyden Global Executive Search Portugal, “à medida que os membros do Conselho de Administração ficam mais expostos ao escrutínio, o desafio de ocupar esta tipologia de cargos aumenta. As pessoas podem sentir-se relutantes ​​com o nível de responsabilidade exigido e mostrar-se cada vez mais indecisas em aceitar este tipo de papel.”  

Mas ao mesmo tempo, num contexto de mudança, acrescenta Fernando Neves de Almeida, as “tendências de globalização e digitalização estão a transformar radicalmente a forma como os boards contribuem para as suas organizações e a sua relação com o contexto exterior à mesma, uma vez que implicam uma verdadeira supervisão por parte das direções”

O relacionamento entre o Board e o CEO é determinante em contexto corporativo. Para forjar um relacionamento bem-sucedido, tanto a Direção como o CEO devem possuir uma compreensão clara do papel, requisitos e limitações de cada parte. Em larga medida, o Conselho é responsável por determinar a visão estratégica e o CEO é encarregado de executar essa visão, numa atuação de carácter complementar.

Uma divisão clara de responsabilidades só será bem-sucedida se CEO e Conselho de Administração tiverem objetivos compartilhados. As duas partes devem concordar sobre as suas prioridades e o cronograma pensado para as mesmas, deixando que o Board cumpra o elemento estratégico e o CEO execute o componente de gestão. Para alcançar um estado de objetivos compartilhados e acordar prioridades corporativas, o CEO e a Direção devem interagir numa comunicação franca e construtiva, marcada pelo respeito mútuo.

Embora exista pouco consenso sobre o nível apropriado de regulamentação corporativa e as implicações para os Conselhos de Administração, há um amplo consenso de que os responsáveis neste cargo devem trazer consigo uma gama de competências, experiência e ideias que estimulem a discussão, dissensão e oposição. Ao expressarem essas opiniões e potenciarem o diálogo, torna-se mais fácil examinar desafios e ideias. Ao funcionar como um órgão de Direção dinâmico e ativo, os Boards acabarão por chegar a soluções mais promissoras, inovadoras e compatíveis com a realidade da sua organização.

 

Acerca da Boyden:

A Boyden é uma empresa líder em consultoria de liderança e talento com mais de 65 escritórios em mais de 40 países. O nosso alcance global permite-nos atender às necessidades de clientes em qualquer local no qual estes desenvolvam o seu negócio. Unimos organizações de referência a líderes de topo através de processos de executive search, interim management e soluções em consultoria de liderança. Para informações adicionais, por favor visite www.boyden.com.