Como podem as marcas contribuir para um futuro sustentável: o caso da Google

sustentabilidade

As economias industriais têm estado no centro de algumas polémicas nos últimos anos e a sustentabilidade tem-se tornado um tema decisivo para todos os setores de atividade.

Infelizmente as novidades não são positivas quando sabemos que em 2018 a utilização global dos recursos do planeta foi 1,7 vezes superior à disponível. Mais população implica mais consumo e as mudanças corporativas têm feito soar os alarmes para esta tendência preocupante: o desperdício em todos os setores da economia mundial.

O conceito de economia circular

A economia circular é um tema que tem vindo a dar que falar. Mas afinal em que consiste esta economia que promete reaproveitar os recursos de forma sustentável?

Esta metodologia baseia-se num sistema onde o desperdício não existe. Ou seja, tudo é reaproveitado. Através de muitos anos de pesquisa e investigação foi possível criar uma correlação entre a natureza e a economia das sociedades modernas e propor este modelo.

A metáfora da árvore é a mais indicada para explicar este conceito: uma árvore cresce a partir da energia do sol e nos nutrientes do subsolo. Eventualmente esta árvore cede ao seu tempo de vida e cai, e os microrganismos presentes no solo (enzimas, bactérias, etc.) dão início ao processo de decomposição da árvore que servirá de alimento a várias espécies de vida na floresta. Baseada na natureza, é esta a fórmula proposta: fazer circular os recursos.

Take-make-waste: uma filosofia datada

Tal como na natureza tudo se aproveita esta metodologia pretende transpor esta equação para as economias das nossas sociedades modernas. Reaproveitar, reutilizar e renascer os recursos parece uma proposta viável.

Vivemos numa cultura económica de intenso consumismo onde o a filosofia take-make-waste faz parte do nosso quotidiano de forma bastante normal.

Compramos, usamos e deitamos fora. E isto acontece desde o objeto mais simples ao mais complexo e à escala global. Segundo o Global Warmimg of 1.5ºC (https://report.ipcc.ch/sr15/pdf/sr15_spm_final.pdf) as sociedades têm apenas 12 anos para reformular a sua economia no sentido de dar resposta à escassez de recursos não renováveis que presenciamos.

Esta realidade já esteve mais distante e estima-se que a Economia Circular possa gerar lucros de aproximadamente 4,5 biliões de dólares até 2030.

O exemplo da Google

A Google já colocou em prática a metodologia de uma economia circular decidiu respeitar três princípios fundamentais: projetar o desperdício, manter produtos e materiais em utilização e fazer uma transição para energias renováveis em breve.

O aquecimento global é um dos desafios que as sociedades terão de enfrentar em curto espaço de tempo. O desafio das economias sustentáveis e de metodologias “verdes”, como é o caso da economia circular, têm feito uma mudança de direção rumo a uma maior preservação dos recursos do planeta.

Melhorar a qualidade de vida nas cidades e das pessoas e reduzir a dependência extrema que temos das matérias primas e combustíveis fósseis são alguns dos objetivos a alcançar. E comunicar todas estas alterações é o desafio. Mas um desafio com promessa de um futuro mais sustentável e verde.