Apelar à ação dos consumidores no digital

Se olharmos à nossa volta, estamos constantemente rodeados de sinaléticas, mensagens, imagens, estímulos dos quais, muitas vezes, nem sequer nos apercebemos. A todo o instante, somos confrontados com um conjunto de ações às quais damos resposta quase de forma inconsciente. Regras, normas, procedimentos, a verdade é que somos cada vez mais obedientes e comportados perante uma conjuntura física e digital que anseia permanentemente pela nossa atenção. Desde sites a pop-up ads e redes sociais, também as marcas apelam à nossa ação e levam-nos a seguir um conjunto de passos que definem o nosso comportamento digital. Este apelo chama-se call-to-action e já começa a ser uma estratégia de marketing para muitas empresas.

As ferramentas call-to-action, muito utilizadas em marketing digital, consistem em apelar à ação dos consumidores, levando-os a clicar em determinados links, iniciando um percurso pré-definido e orientado estrategicamente por uma marca. Elas levam o público de uma  página, por exemplo, a assinar uma newsletter, a fazer o download de algum material, a obter mais informações sobre um serviço ou até mesmo a entrar em contato com a empresa.

Como podem as marcas chamar à atenção da forma certa? Como é que dizem aos consumidores que estão, naquele preciso momento, a desejar a sua atenção? Tudo tem que ver com um conjunto de “pormenores” interessantes que, se forem pensados estrategicamente, podem captar o olhar do consumidor – e, talvez, levá-lo à ação. Quando falamos de pormenores, estamos claramente a falar de três aspetos-chave como o texto, posição e composição.

Em relação ao texto, é preciso que seja curto, atrativo, interessante e até charmoso. Para isso, as marcas devem ir diretas ao assunto e apresentar os benefícios de um serviço ou produto, com uma linguagem simples e com palavras que indiquem urgência, como “hoje” e “agora”. Quanto à posição, estamos a falar dos diferentes canais onde o conteúdo pode ser partilhado. Se fizer sentido para marca, o conteúdo pode ser divulgado em cross-channels, isto é, em blogs, redes sociais ou websites. O fundamental é existir coerência naquilo que é partilhado. Já a composição diz respeito ao aspeto visual do texto, ao seu design: se tem cores, se apresenta a dimensão mais adequada ou se se faz acompanhar de imagens ou outros símbolos, como hashtags, por exemplo. O modo como este é apresentado importa tanto como a mensagem que traz consigo.

Em suma, o call-to-action funciona como uma ponte entre o público e os objetivos definidos pela empresa, devendo estes estar alinhados com uma proposta de valor. Se esta não trouxer valor para o consumidor, tanto o “call” como o “action” subsequente morrem pelo caminho.