SABER O QUE (NÃO) DIZER, QUANDO O DIZER E A FORMA DE O DIZER

Em qualquer momento de exposição mediática – seja uma entrevista, um artigo de opinião ou comunicado de imprensa – é extremamente importante saber que mensagens que se querem passar e a forma como o queremos fazer. No entanto, para além disso, é, no mínimo, de relevância semelhante definir aquilo que não se quer dizer.

Quando se pensa uma estratégia de comunicação, independente do período de aplicação da mesma, a definição dos temas chave para determinada organização é extremamente. Bem como dos temas sobre os quais a marca não quer comentar por alguma razão.

No caso de uma entrevista, por exemplo, esta gestão acaba por não ser tão fácil de se fazer. Caso estejamos a falar de uma situação de crise, é óbvio que o jornalista irá abordar precisamente esse tema. Neste caso, a opção aqui passa por dar ou não a entrevista.

Todavia, e mesmo em situações potencialmente menos perigosas, é necessário estabelecer as principais mensagens que queremos passar e os temas que queremos, pelo menos, evitar comentar. São inúmeros os exemplos em que, em ambientes “amigáveis”, o entrevistado relaxou e disse algo que não devia. No caso mais extremo, este tipo de momentos podem desencadear uma crise reputacional.

Outro fator que devemos ter em consideração quando estamos a comunicar é a forma como o fazemos. A definição dos canais de comunicação que queremos utilizar – redes sociais, televisão, imprensa, etc. – e a forma como o vamos fazer em cada um deles pode destruir tudo o que foi feito anteriormente.

Em comunicação, o que se diz é tão importante como o que não se quis dizer. O momento em que o fazemos e a forma como o fazemos revestem-se de similar importância.