Digital ou tradicional?

Nos dias de hoje, não é uma tarefa simples para as empresas determinar se a prática da comunicação deve seguir uma vertente mais tradicional ou mais digital. Mas podemos concordar quanto ao primeiro passo: trata-se de definir objetivos. Antes de traçarem o caminho que a comunicação vai seguir, as empresas devem estabelecer os seus objetivos e só depois adaptar a sua estratégia de RP. “Qual das vertentes irá favorecer a comunicação da minha empresa?” ou “será melhor dirigir a comunicação para canais tradicionais ou digitais? São estas as questões que se seguem, e às quais devemos inveitavelmente dar resposta.

Em primeiro lugar, o que é esta história do tradicional e do digital? Debaixo das asas das relações públicas existe um conjunto de práticas que nos permitem chamar-lhe “tradicionais”, e que incluem a coordenação de eventos, a gestão de crise, a gestão da reputação, a promoção e patrocínios e, não menos importante, estratégias de assessoria de imprensa. A última é aquela que se pode assumir como a mais corrente, embora possamos argumentar que as práticas dizem respeito a cada empresa e à forma como esta determina as suas prioridades e lida com o seu contexto específico.

A elaboração e envio de Press Relases para os media considerados pertinentes, a fim de divulgar a mensagem pretendida, não é “old school” e ainda se assume como uma prática recorrente nas empresas. E mais: é através desta forma de comunicação que os profissionais de RP constroem a sua rede de contactos e criam relações a longo prazo com os jornalistas. A comunicação tradicional pode ajudar as marcas a alcançar brand awareness, mas temos que confessar que são trabalhosas e implicam um investimento considerável de tempo.

Quando aboramos ferramentas “digitais”, o que queremos realmente dizer é que estas são desenvolvidas através de canais de cariz mais tecnológico e dinâmico. Nada se perde na identidade das relações públicas. O que muda é o facto de construirmos relações com órgãos de comunicação social, jornalistas e outros influencers através de social media ou outras plataformas de comunicação. Como resultado final, elas podem gerar mais tráfego para uma página, evidenciar uma mensagem e, por isso, potenciar a afirmação de uma marca e organização.

As RP digitais trazem resultados intangíveis e tangíveis que geram novos insights. Intangíveis, quando permitem construir laços com figuras de autoridade, como bloggers e instagramers; tangíveis, quando sabemos o número exato de quantos visitantes entraram na nossa página, através de ferramentas de análise como o Google Analytics e o Moz’s Open Site Explorer.

Digital ou tradicional, o que importa é as empresas apostarem em estratégias que as beneficiem. O único caminho é – nada mais, nada menos – o do sucesso.